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O que são células tronco?

As células tronco são células multipotentes e indiferenciadas, capazes de se multiplicar por longos períodos (capacidade de auto-renovação) e que mediante estímulos específicos, podem se diferenciar em células maduras e funcionais que compõem os tecidos de um indivíduo adulto como por exemplo: ósseo, cartilaginoso, cardíaco, nervoso, muscular, sanguíneo e adiposo. As células tronco têm a propriedade fundamental de divisão assimétrica, ou seja, ao mesmo tempo em que dão origem a células tecido específicas e funcionais, produzem células indiferenciada que repõe a população de células tronco.



Em que se baseia a medicina regenerativa oferecida pela Genética Aplicada?

A medicina regenerativa desenvolvida pela Genética Aplicada utiliza um concentrado de 100% de células tronco visando o tratamento de diversas tipos de lesões e patologias que incidem em cavalos, gatos e cachorros. Essa tecnologia têm resultado em uma considerável diminuição do período de recuperação, assim como uma melhoria da qualidade de vida dos animais.

Por que utilizar células tronco isoladas de gordura e não as derivadas da medula óssea?

As células tronco da Genética Aplicada obtidas a partir de gordura tem como características:

  • Fonte de fácil obtenção
  • Podem ser obtidas em uma quantidade muito maior do em relação à medula óssea
  • Capacidade de se diferenciar em múltiplas linhagens. Seu potencial de diferenciação já foi comprovado para os seguintes tipos celulares: osso, cartilagem, músculo, gordura e neurônio.
  • Enquanto frações isoladas de tecido adiposo contém uma mistura heterogênea de células:

    • Célula tronco multipotente
    • Célula progenitora endotelial
    • Pericitos
    • Células do sistema imune
    • Fibroblastos
    • Fatores de crescimento secretados por células bioativas


A tecnologia da Genética Aplicada permite que seja obtido um concentrado de 100% de células tronco multipotentes de forma a garantir que apenas estas sejam introduzidas no local lesionado garantindo uma maior eficiência do tratamento.

Qual a diferença da medicina regenerativa em comparação com a medicina tradicional?

  • A medicina regenerativa não depende de apenas um receptor alvo ou uma única via de ação
  • Na medicina regenerativa o concentrado de células é introduzido diretamente no local lesionado (tendão, ligamento, osso, etc) ou transportado sistemicamente (lesões renais ou no fígado, por exemplo)
  • As células tronco na medicina regenerativa podem se diferenciar em vários tipos de tecidos, induzir o reparo e estimular a regeneração.
  • As células tronco utilizadas na medicina regenerativa estabelecem uma intercomunicação com as células do ambiente no local lesionado por interações parácrinas e autócrinas resultando em um excelente ambiente para a cura da lesão.
  • As células tronco utilizadas na medicina regenerativa sintetizam uma variedade de fatores que passam a compor a superfície celular ou podem ser secretados de forma a regular o crescimento do tecido durante o seu processo de regeneração.


Até há pouco tempo, a diferenciação era vista como função primária da regeneração celular. Entretanto, as funções da regeneração celular são agora descritas de forma muito mais diversa, implicadas em uma complexa rede de atuação. Diferente da medicina tradicional, na qual uma droga tem como alvo um receptor, a medicina regenerativa, a qual se inclui a terapia com células tronco da Genética Aplicada, pode ser aplicada em uma grande variedade lesões traumáticas e patologias desenvolvidas.

A medicina regenerativa com células tronco incluem:

  • Anti-inflamatório/imunomodulação: Estudos in vitro e in vivo demonstram que as células tronco limitam a resposta inflamatória assim como promovem uma via anti-inflamatória.

    • Quando as células tronco são introduzidas em um ambiente onde há uma inflamação elas podem alterar o padrão de secreção de citocinas pelas células dendríticas e células T, resultando em uma alteração de um ambiente pro-inflamatório para um anti-inflamatório ou tolerante
    • As células tronco não expressam antígenos MHC classe II ou moléculas co-estimulatórias além de suprimir a proliferação de células T
    • As células tronco suprimem as reações imunológicas mediadas por linfócitos além de induzir a inibição da proliferação das células T por um terceiro tipo celular ou fatores mitogênicos
    • As células tronco são capazes de modular a aceitação de enxertos por parte do paciente após o transplante
  • Suporte trófico: Vários estudos demonstraram que as células tronco secretam citocinas e fatores de crescimento que dão suporte a angiogênese, remodelação tecidual, diferenciação e eventos anti-apootóticos. As células tronco secretam algumas citocinas relacionadas à angiogêneses como:

    • Fator de crescimento vascular endotelial (VEGF)
    • Fator de crescimento de hepatócito (HGF)
    • Fator de crescimento básico para fibrobasto (bFGF)
    • Fator de estimulação de colônia granulócio-macrófago (GM-CSF)
    • Fator de crescimento ß de trasformação (TGF-ß)

  • Diferenciação: As células tronco originárias do tecido adiposo demonstram, in vitro, uma vasta plasticidade, pois, são capazes de se diferenciarem em células adipogênicas, osteogênicas, condrogênicas, miogênicas, cardiomiogênicas, neurogênicas, hepatogênicas, endoteliais, epiteliais e linhagens hematopoiéticas. Estes dados dão suporte para os experimentos in vivo e estudos funcionais os quais, demonstram a capacidade regenerativa das células tronco em reparar lesões por meio de enxertos ou diferenciações celulares.

    • Awad e colaboradores demonstraram que a utilização de células tronco no reparo do tendão de Aquiles de coelhos resulta em uma melhora significativa quando em comparação ao controle, colágeno sem células.
    • Nixon e colaboradores demonstraram estatisticamente uma melhora significativa no reparo histológico das lesões induzidas por colagenase no tendão flexor superficial de eqüinos tratados com células tronco orginárias do tecido adiposo.
    • Em se tratando de lesões traumáticas da articulação em modelo caprino, as células tronco introduzias intra-articularmente visando o reparo do menisculo, levaram a uma redução significativa na progressão da osteoartrite.
    • Vários estudos têm demonstrado in vivo a regeneração óssea em diversos modelos animais. Bruder e colaboradores em dois estudos conseguiram reparar defeitos críticos em fraturas ocorridas em cães por meio da terapia com células tronco.
    • Cowan e colaboradores demonstraram a cura de defeitos críticos em modelos murinos nos quais o tratamento com células tronco resultou em um aumento da regeneração óssea e sua mineralização quando em comparação ao controle.
    • Casos clínicos em humanos têm apresentado uma acentuada regeneração em lesões traumáticas severas.
    • Tendo roedores como modelo de enfarte cerebral, Jeong e colaboradores demonstraram que a administração de células tronco duas semanas após a indução da lesão restaurou a função locomotora.

  • Quimiotaxia: A quimiotaxia é o evento no qual às células migram de uma região do corpo para uma área distante, onde elas podem ser necessárias devido a um evento fisiológico. A quimiotaxia é uma importante função das células tronco e das demais células progenitoras. É um mecanismo pelo qual a administração intravenosa ou parietal das células tronco permite um auto-transplante terapêutico de células para uma região patológica alvo específica.

    • Nilsson e colaboradores demonstraram que células de linhagem ósseas marcadas, quando injetadas intravenosamente em camundongos, podem enxertar resultando na formação de osso e dando origem a osteócitos e linhagens ósseas detectadas no fêmur do camundongo.
    • Chen e colaboradores executaram um experimento intravenoso utilizando a oclusão da artéria cerebral como modelo para derrame e demonstrando que a administração de células tronco 24 horas e 7 dias após a lesão resulta na migração das células para à área da lesão, assim como uma dramática redução da região enfartada.

  • Revascularização: As células tronco presentes no tecido adiposo atuam na angiogênese e neovascularização por meio de secreção de citocinas como o fator de crescimento hepático (HGF), fator de crescimento vascular endotelial (VEGF), fator de crescimento placentário (PGF), Fator ß de crescimento trasformante (TGFß), fator 2 de crescimento de fibroblastos (FGF-2) e angeoroteína.

    • Chen e colaboradores analisaram o efeito da administração intravenosa de células tronco após a oclusão da artéria cerebral em ratos e demonstraram uma nova formação capilar, aumento na formação de vasos e uma maior expressão do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) nas áreas lesionadas.
    • Em modelos in vivo de isquemia, a injeção intravenosa de células tronco está associada com a melhora do fluxo sanguíneo, sendo a densidade capilar detectada por meio da incorporação das células na vascularização da perna.

  • Anti-apoptose: A apoptose é definida como morte celular programada, um evento geneticamente controlado. Sob condições normais, a apoptose determina o tempo de vida e coordena a eliminação de células. Diferentemente da necrose, as células apoptóticas se encontram intactas durante seu processo de eliminação (fagocitose).

    • Rehman e colaboradores demonstram este efeito agudo em lesões teciduais com os níveis de fluxo sanguíneo crítico resultando em esquemia. O tratamento com células tronco reduz a apoptose das células endoteliais.
    • Kortesidis e colaboradores demonstraram que fatores expressos pelas células tronco dão suporte para a sobrevivência celular evitando a apoptose, de modo a preservar as células que de outra forma seriam destruídas.
Demonstrativo da eficácia da terapia regenerativa com células tronco

  • Clinica humana
    • Fistula Crohn
    • Derrame cerebral

  • Modelos animais
    • Osteoartrites
    • Defeitos osteocondrais
    • Lesões tendíneas
    • Fraturas
    • Lesão cerebral
    • Lesão miocardíaca
    • Distrofia muscular
    • Desordens auto-imunes
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